EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Portugal espera sinais claros da Venezuela sobre libertação de presos políticos

Portugal espera sinais claros da Venezuela sobre libertação de presos políticos

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), Emídio Sousa, disse que Portugal espera sinais claros de parte da Venezuela sobre a libertação de presos políticos luso-venezuelanos.

Lusa /
Foto: AFP

Sousa falava após reunir-se, terça-feira, com o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil.

"Uma grande preocupação que tive a oportunidade de expressar no Ministério das Relações Exteriores é a existência de presos políticos. Nós temos vindo a desenvolver um trabalho muito intenso. É um trabalho já com largos meses, até com mais de um ano, para a libertação de presos políticos portugueses", disse.

Emídio Sousa explicou que "só este ano" Portugal conseguiu, com os esforços políticos e diplomáticos, a libertação de quatro presos políticos lusodescendentes.

"Ainda temos seis (...) Expus a situação desses seis portugueses que ainda estão retidos. São situações diferentes. Alguns com acusações diferentes. Manifestei o nosso acompanhamento e a nossa vontade de acompanhar esta transformação que está acontecendo na Venezuela e que veríamos com muito bons olhos a libertação destes presos políticos", disse.

O SECP explicou ainda que durante o encontro com o ministro venezuelano reiterou também a posição de Portugal relativamente à retirada de algumas sanções à presidente interina, Delcy Rodríguez.

"E que também aguardámos das autoridades venezuelanas alguns sinais desta evolução e um dos sinais que nós esperámos vir a ter também é a libertação destes presos políticos, como já foi feito a relação aos quatro anteriores", disse.

Frisou ainda que manifestou também a disponibilidade de Portugal, enquanto membro de pleno direito na União Europeia e parceiro privilegiado da sociedade venezuelana, "para aprofundar as relações económicas com a Venezuela e participar num processo de desenvolvimento económico que o país irá conseguir, caso as diferentes etapas do processo em curso se concretizem".

"Esta reunião com o senhor ministro foi, em minha opinião, muito boa e tivemos a oportunidade de vincar as nossas posições, os nossos objetivos e também de nos colocar à disposição para uma evolução futura numa transição, numa transformação que nos parece estar em curso na sociedade venezuelana e ao nível político", disse.

Em Caracas, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, reuniu-se depois com os familiares dos seis luso-venezuelanos que estão presos.

"Ouvi a descrição que cada uma das pessoas fez das situações das acusações que são feitas. Tomei boa nota, parece-me que há condições para um trabalho no sentido da sua libertação, é isso que estou a fazer, (...) Eu vim para reforçar todo este trabalho político e diplomático que já estava a ser feito", disse, sublinhando que "é necessária alguma paciência".

Emídio Sousa explicou esperar ter, nos próximos dias, alguma evolução desta situação, e que vincou com muita determinação esta vontade que haja a libertação dos preços políticos, tendo percebido "muita recetividade" da parte venezuelana.

"Fiquei com muito boa impressão relativamente ao acolhimento que ele demonstrou, pediu-nos de imediatamente que enviássemos uma lista das pessoas. Nós já o fizemos através da nossa Embaixada, a lista das pessoas que temos identificadas nessa situação. Eu disse que iria regressar a Portugal na próxima sexta-feira, dia 3, e que veria com muito agrado sinais claros dessa evolução", disse.

Emídio Sousa explicou ainda que uma reivindicação permanente de Portugal, é que sejam permitidas visitas consulares e dos diplomatas portugueses aos luso-venezuelanos detidos, e que segundo os familiares, há presos luso-venezuelanos com situações difíceis, até de saúde, algumas perturbações, alguma angústia porque sentem que não está a ser feita justiça.

Tópicos
PUB